Dricontabil

Anuncie sua Empresa e Seu negócio Aqui!!!

Mercado Financeiro

Aprenda a Operar na Bolsa!!!

www.boettocontabil.com.br

Boetto Contabilidade S/C Ltda

**

**

segunda-feira, 12 de junho de 2017

BEBLUE APP - COMO FUNCIONA O APLICATIVO?

BEBLUE, o aplicativo gratuito que te devolve, em dinheiro, até 45% do seus gastos com cartão. Saiba como ele funciona na prática!
Você já pode aproveitar os benefícios de usar o nosso app em: Ribeirão Preto, Presidente Prudente e Franca ;)

BAIXE AGORA ► http://bit.ly/BaixarBeblue
CURTA: https://www.fb.com/BeblueApp
SIGA: https://www.instagram.com/beblueapp/
SAIBA MAIS: http://www.beblue.com.br/

quinta-feira, 1 de junho de 2017

TelexfFee sócios são denunciados por evasão de divisas e lavagem de dinheiro

Carlos Roberto Costa, presidente da Telexfree (Foto: Edson Chagas/ Arquivo Gazeta)Sócios da Telexfree são denunciados por evasão de divisas e lavagem de dinheiro com auxílio de uma ‘doleira’, diz MPF-ES

Operações de câmbio ilícitas movimentaram mais de R$ 5 milhões em um ano, segundo o órgão no Espírito Santo. 'Doleira' está nos Estados Unidos, segundo família.

s donos da Telexfree, Carlos Nataniel Wanzeler e Carlos Roberto Costa, foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) pelos crimes de evasão de divisas, que é o envio de dinheiro ao exterior sem declaração; e lavagem de dinheiro, que é a tentativa de esconder a origem ilícita da quantia.
O órgão ainda disse que os donos da Telexfree operavam um esquema de envio de valores entre Brasil e Estados Unidos por meio de um sistema conhecido como dólar-cabo, que acontece quando a operação é intermediada por um doleiro.

O MPF-ES disse que 259 operações foram realizadas entre 14 de maio de 2012 e 23 de maio de 2013 e movimentaram R$ 5.041.887,94.
“Além desse valor, também foram identificados US$ 23.631,00 citados em diálogos dos envolvidos que não foram convertidos em reais, mas igualmente remetidos ilegalmente para o Brasil. Os valores eram provenientes das atividades criminosas da Telexfree”, diz o órgão.
Também foram denunciados pelos mesmos crimes Andreia Bianchi Moreira, funcionária do Grupo Telexfree nos Estados Unidos, e a doleira Sandra Maria Teixeira Araújo.
Já pelo crime de evasão de divisas foram denunciados Kátia Hélia Barbosa Wanzeler (esposa de Carlos Wanzeler), Danielle Noronha Goés (funcionária da Telexfree no Estados Unidos), Marilza Machado Wanzeler (mãe de Carlos Wanzeler), e Febe Vanzeler de Almeida e Souza (irmã de Carlos Wanzeler).

O G1 entrou em contato com a assessoria da Telexfree e, segundo a nota, os citados se defendem dizendo que todas as operações são legais. Segue a nota da empresa, na íntegra:
" Todas as pessoas relacionadas reafirmam, uma vez mais, que todos os valores recebidos, seja na condição de sócio ou de divulgador, foram decorrentes de atividade lícita, reconhecida na sentença absolutória proferida pela 2ª vara criminal Federal de Vitória, por meio da comercialização do softphone 99Telexfree, portanto, a acusação de lavagem de dinheiro é uma inverdade absoluta. A acusação de evasão de dividas aparece da mesma forma que as demais, já que todas as operações de câmbio realizadas foram dentro do sistema bancário Nacional".
A doleira Sandra Maria Teixeira Araújo foi procurada pelo G1, mas, na casa dela, foi informado que ela está nos Estados Unidos e ela ainda não deu retorno sobre a denúncia.
Esquema

Segundo o MPF-ES, o esquema teve início a partir do bloqueio das contas da Ympactus Comercial e de seus sócios, determinado pela Justiça do Acre, ocorrido em junho de 2013. A decisão judicial acarretou a suspensão das atividades da empresa e o bloqueio de aproximadamente R$ 600 milhões.
“A partir disso, em agosto de 2013, com o objetivo de resolver as dificuldades financeiras pelas quais vinham passando as empresas do grupo Telexfree no Brasil, Carlos Wanzeler procurou a doleira Sandra Araújo. Ele, então, passou a disponibilizar valores em dólares nos Estados Unidos em contas indicadas por Sandra e, como contrapartida, a doleira providenciava a transferência bancária em reais no Brasil para uma conta indicada por Wanzeler”, diz a nota do MPF-ES.
Em outras ocasiões, de acordo com o órgão, Sandra também disponibilizou dinheiro em espécie para parentes de Wanzeler no Brasil. “Portanto, no esquema a Telexfree funcionava como um ‘banco de compensações’, sobretudo através da figura de seu sócio Carlos Wanzeler”.

Evasão de divisas
Em um primeiro momento, Wanzeler obtinha disponibilidade financeira no exterior, concentrando operações de envio de dólares para os EUA, para a empresa Telexfree. Num segundo momento, surgiu a necessidade da disponibilidade financeira se efetivar no Brasil, num sistema inverso de envio de divisas, novamente em benefício da Telexfree.

Segundo as investigações, auxiliaram Carlos Wanzeler no esquema sua esposa Kátia Wanzeler, além das funcionárias da Telexfree Danielle Noronha e Andreia Bianchi. As três eram responsáveis por receber valores em dólares nos Estado Unidos e também recebiam demandas de remessas de valores.
A nota do órgão diz ainda que Carlos Wanzeler recebeu, no Brasil, auxílio de sua mãe, Marilza Wanzeler, que efetuava transações bancárias indicadas pelo filho, além de ser sócia, junto com Febe Vanzeler, da Worldxchange e, portanto, responsáveis pela administração financeira da empresa, de modo que também permitiram que as operações de compensações financeiras fossem efetivadas a partir da conta bancária da empresa.
Já Carlos Roberto Costa, segundo o MPF, não participava diretamente das operações de câmbio ilegais, mas permitia que fossem realizadas, sendo, assim, beneficiado com o esquema de dólar-cabo operado por Carlos Wanzeler.

“Cabe relembrar que a administração da Telexfree era dividida entre os dois países, Brasil e Estados Unidos, da seguinte forma: no Brasil, onde funcionava a Ympactus Coemrcial, Carlos Costa estava fisicamente à frente; nos Estados Unidos, onde funcionava a Telexfree Inc, Carlos Wanzeler estava fisicamente à frente. Porém, ambos atuavam direta e conjuntamente na administração, considerando que as decisões eram tomadas em parceria, sobretudo através de discussões efetivadas por mensagens e aplicativos que permitiam a comunicação entre ambos”, afirma a denúncia do Ministério Público Federal.

Dólar-cabo
O esquema de dólar-cabo era comandado por Carlos Wanzeler, em benefício do grupo Telexfree e funcionava da seguinte maneira: pessoas interessadas em remeter dinheiro dos Estados Unidos para o Brasil procuravam Wanzeler ou seus prepostos, que estabeleciam a cotação do dólar frente ao real.
“O intermediário ou o interessado em fazer a remessa informava, por mensagem SMS, a quantia que seria remetida, a conta de destino dos valores em reais no Brasil, o nome e o CPF do titular da conta. Os representantes da Telexfree, então, faziam a transferência bancária em reais utilizando as contas bancárias no Brasil da Ympactus Comercial, da Worldxchange Intermediação e Negócios (empresas do grupo Telexfree) ou uma de suas contas pessoais. Por fim, o próprio interessado em fazer a remessa entregava o correspondente ao valor combinado em dólar a Carlos Wanzeler nos Estados Unidos”, diz o MPF-ES.

O sistema dólar-cabo corresponde a um sistema informal de transferência de valores entre países, à margem dos sistemas financeiros legais, baseado, principalmente, na confiança dos executantes. Em resumo, trata-se de uma remessa de valores sem efetivo movimento financeiro de um país para outro.
Geralmente um “doleiro” - e no caso do esquema da Telexfree se tratava de Sandra Maria Teixeira Araújo - substitui a instituição financeira recebendo o dinheiro em espécie ou mediante depósito/transferência, em reais, de seu cliente. Simultaneamente, o doleiro, dono de contas bancárias mantidas fora do Brasil, entrega ao interessado, no exterior, o correspondente na moeda local do que recebeu no Brasil. Caso não tenha disponibilidade imediata do valor a ser entregue, o doleiro se vale de seus contatos de confiança para realizar a operação.
A denúncia foi recebida no dia 10 de maio, pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória. A Justiça determinou o desmembramento do processo em relação à Andreia Bianchi Moreira, uma vez que ela reside nos Estados Unidos.
Denunciados

Evasão de divisas e lavagem de dinheiro

Carlos Nataniel Wanzeler (sócio da Telexfree)
Carlos Roberto Costa (sócio da Telexfree)
Andreia Bianchi Moreira(funcionária do Grupo Telexfree nos Estados Unidos)
Sandra Maria Teixeira Araújo (doleira)
Evasão de divisas
Kátia Hélia Barbosa Wanzeler (esposa de Carlos Wanzeler)
Danielle Noronha Goés (funcionária da Telexfree no Estados Unidos)
Marilza Machado Wanzeler (mãe de Carlos Wanzeler)
Febe Vanzeler de Almeida e Souza (irmã de Carlos Wanzeler)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sócios da Telexfree são denunciados por lavagem de dinheiro; valor passa de R$ 55 milhões


Dinheiro proveniente de atividade criminosa era transferido para contas das empresas Ympactus Comercial, Worldxchange Intermediação e outras

SÃO PAULO – O Ministério Público Federal denunciou Carlos Wanzeler e Carlos Costa, donos da empresa Telexfree, pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo o MPF foram mais de 81 operações financeiras que movimentaram R$ 55.535.038,00.
Segundo o MPF, o dinheiro era transferido para contas das empresas Ympactus Comercial para a Worldxchange Intermediação e Negócios Ltda e KLW Prestadora de Serviços, ambas do grupo Telexfree.

Além dos donos, foram denunciadas também pelo mesmo crime Febe Vanzeler de Almeida e Souza, Marilza Machado Wanzeler, proprietárias da Worldxchange e irmã e mãe, respectivamente, de Wanzeler.

As proprietárias da KLW Prestadora de Serviços, Marisa Machado Wanzeler Salgado e Lyvia Mara Campista Wanzeler, irmã e filha de Wanzeler, também estão na lista de denunciadas.

O MPF pede ainda que seja mantida a apreensão de bens e valores das empresas e seus sócios e, que, os mesmos sejam confiscados pelo Ministério da Fazenda ao final do processo, por serem produtos de atividade ilegal. As operações aconteceram entre março de 2012 e junho de 2013.

Bloqueio

Segundo o órgão, duas operações, realizadas em 19 de junho de 2013, movimentaram a maior parte dos recursos (R$ 51.680.299,00), que foram transferidos para conta da Worldxchange.

As transferências foram realizadas logo após a notícia sobre a decisão judicial que bloqueou as contas bancárias, aplicações financeiras, valores e bens da Ympactus Comercial e de seus sócios ter sido veiculada em um site do estado do Acre. Segundo o MPF, os contratos para justificar as transferências entre as empresas foram forjados.

Trocas de mensagens entre os denunciados, que foram rastreadas durante a investigação, demonstraram que eles tentaram realizar as transferências assim que tomaram conhecimento da decisão judicial.

A decisão da Justiça do Acre é do dia 13 de junho, portanto, as transferências foram realizadas justamente no período entre a expedição dos documentos oficiais dirigidos ao Banco Central e a concretização dos bloqueios.

As outras 79 operações foram realizadas antes do bloqueio das contas da Ympactus. Além da Worldxchange, também foram feitas transferências para contas da KLW Prestadora de Serviços.

A denúncia foi recebida pela Justiça em 12 de maio. O número do processo no site da Justiça Federal é 0500614-89.2017.4.02.5001.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Telexfree tem 22 réus após Justiça aceitar denúncia do MPF-ES

Telexfree em Vitória (Foto: Bernardo Coutinho/A Gazeta)Denúncia é de funcionamento clandestino de instituição financeira. Dezenove deles podem responder por crimes contra a economia popular.

A Justiça Federal no Espírito Santo aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF/ES) contra 22 envolvidos com a Telexfree no Brasil. Eles se tornaram réus e serão julgados por funcionamento clandestino de instituição financeira. A pena para esse crime é de reclusão de até quatro anos e multa. O MPF divulgou a informação nesta quarta-feira (22)
Os sócios Carlos Costa e Carlos Wanzeler, bem como a filha dele, Lyvia Mara Wanzeler, estão entre os 22 réus. Eles já estão sendo julgados por suspeita de sonegar quase R$ 90 milhões e por pirâmide financeira, crime pelo qual outros 19 podem ser julgados. As denúncias foram feitas pelo MPF em fevereiro deste ano.

No recebimento da denúncia, a Justiça manteve o arresto dos bens (dinheiro, carros, aeronave, imóveis, entre outros) obtido nas medidas cautelares e executados na Operação Orion, deflagrada em 24 de julho de 2014. Com o andamento do processo, caso condenados, os acusados poderão, também, perder definitivamente esses bens.

Procurada pelo G1, a Telexfree no Brasil informou que os réus vão responder à acusação e a Justiça pode fazer uma nova análise, com possibilidade de haver rejeição da denúncia ou absolvição sumária.
"Em minha opinião é o que acontecerá, pois o argumento de crime financeiro não se sustenta tendo em vista que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central já se manifestaram diversas vezes afirmando que as empresas nunca fizeram as vezes de instituição financeira", afirmou o advogado da empresa, Rafael Lima.

Instituição financeira clandestina
Os 22 denunciados são acusados de operar instituição financeira clandestina, inclusive de câmbio.
As operações de crédito, incluindo remessa de divisas ao exterior e vice-versa, empréstimos, adiantamentos, pagamentos e quitações de dívidas, e até câmbio, eram feitas no backoffice da empresa.
A Telexfree cobrava, por exemplo, tarifas por cada transferência de crédito realizada entre contas-login, sem previsão contratual.
Ficou demonstrado que a Telexfree cedeu, por exemplo, por meio de mais de 12 mil operações financeiras, créditos manuais que, uma vez nas contas-login dos divulgadores, eram comercializados para terceiros.
As contrapartidas financeiras pelas cessões de crédito eram recebidas em contas pessoa-física ou pessoa-jurídica e repassadas aos sócios da empresa, com ganhos no câmbio, que eram cedidos em dólar e captados em reais, com cotações vantajosas para a Telexfree, de até quatro centavos maior que o câmbio do dia.
Segundo a denúncia, os recrutadores e denunciados, principalmente após o bloqueio das atividades da empresa, ocorrido em junho de 2013, possibilitaram que a pirâmide continuasse funcionando e serviram de “testa de ferro” para os mentores do esquema, colaborando para o funcionamento irregular da instituição financeira, à margem de qualquer controle do Sistema Financeiro Nacional.
O laudo pericial da EY (antiga Ernst & Young), feito na ação civil pública movida no Acre contra a empresa e compartilhada para utilização nas investigações feitas no Espírito Santo, mostra que 2% da população brasileira – cerca de 4 milhões de pessoas – foram cadastradas na Telexfree. Além disso, apenas 0,23% dos minutos disponibilizados pelo Voip, produto comercializado pela Telexfree, foi utilizado.
A empresa disse que as denúncias feitas pelo MPF/ES já estão esclarecidas em suas plataformas oficiais. A Telexfree  fala que não há instituição financeira clandestina, não houve evasão de divisas e remessa de valores, a não ser por sistema instituído e executado pelo Banco do Brasil.
Pirâmide financeira
Todos os 22 denunciados foram acusados do crime de pirâmide, já que obtiveram ganhos ilícitos no esquema da Telexfree, mediante processo fraudulento, sob disfarce de marketing multinível. A pena para esse tipo de ilícito pode chegar a dois anos de detenção e multa.
No processo em que são denunciados Carlos Costa, Carlos Wanzeler e Lyvia Mara Wanzeler, os três são acusados de, entre novembro de 2012 e maio de 2014, emitir, oferecer e negociar valores mobiliários na forma de contratos de adesão da Telexfree, bem como a promessa de venda do empreendimento hoteleiro denominado Hotel Best Western Tijuca Telexfree.
De acordo com a denúncia, esses crimes estão caracterizados pela oportunidade de investimento, com expectativa de rentabilidade e capitalização, bem como pelo risco e remuneração dependentes exclusivamente dos esforços de terceiros, sem registro prévio de emissão e sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que configura crime.

Os três sócios da Ympactus, no mesmo período, induziram e mantiveram em erro os investidores que aderiram aos contratos ofertados pela Telexfree, fazendo com que eles acreditassem que os valores por eles entregues gerariam retornos financeiros rápidos, fáceis e sem riscos.
Por esses dois últimos crimes, Costa, Wanzeler e Lyvia poderão ser condenados a 14 anos de reclusão e multa.

A respeito da acusação de sistema piramidal, a Telexfree fala que existem 759 mil páginas de utilização do serviço de voip pelos clientes. A empresa afirma que, para ser pirâmide, não pode existir um produto.

Sonegação
Carlos Costa, Carlos Wanzeler e Lyvia Wanzeler, na qualidade de sócios da Ympactus Comercial S.A, popularmente conhecida como Telexfree, foram denunciados por sonegação fiscal de R$ 89.776.156,45 no ano de 2012, por omitirem receitas e prestarem informações falsas à Receita Federal.
A fraude foi constatada após indícios de irregularidades na inscrição da empresa no Simples Nacional, um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável a microempresas e empresas de pequeno porte.
A receita da Telexfree ultrapassava o limite previsto pelo regime especial unificado de arrecadação de tributos e exercia uma atividade de intermediação de negócios, o que é proibido por lei.
Segundo as apurações, os mentores de todo o esquema sempre foram Carlos Costa e Carlos Wanzeler, que, respectivamente, no Brasil e nos Estados Unidos, compartilhavam todas as decisões administrativas e de condução do negócio. A influência dos dois sobre os funcionários permitiu que as ordens para a manutenção das atividades da rede Telexfree fossem cumpridas.
Agindo sucessivas vezes, os denunciados suprimiram e reduziram o Imposto de Renda Pessoa Jurídica, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, as Contribuições para programas de Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social (PIS) mediante omissão de receitas e prestações de informações falsas nas declarações fiscais.
Para o Ministério Público Federal, o alto valor sonegado e a origem ilegítima das receitas omitidas evidenciam que a conduta dos acusados ocasionou grave dano à coletividade.  De acordo com o MPF/ES, o  valor da sonegação foi constituído definitivamente em agosto de 2016 e já está em processo de execução fiscal na Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN).
Pelo crime de sonegação fiscal, com o agravante de dano à coletividade, os acusados podem pegar até 7 anos e meio de reclusão, se condenados à pena máxima, e multa.
A Telexfree informou que todos os tributos foram devidamente recolhidos e pagos, inclusive dentro da ação cível que tramita no Acre, e que a empresa pode comprovar a afirmação com documentos.
Investigação
Segundo o MPF, as denúncias são os primeiros resultados de uma investigação conjunta com a Polícia Federal e a Receita Federal. Também houve compartilhamento de informações e de provas com as autoridades dos Estados Unidos, e com a Justiça e o Ministério Público do Acre.
O órgão explica que James Matthew Merril, sócio norte-americano da Telexfree, não está sendo denunciado no momento porque está negociando os termos de seu acordo de colaboração nos Estados Unidos e, posteriormente, os termos da internalização desse acordo pelas autoridades brasileiras.
O Ministério Público diz demonstrar, a partir das denúncias, que a Telexfree, além de ser um esquema híbrido de pirâmide e Ponzi, atuava como instituição financeira clandestina, porque captava, administrava e intermediava recursos de terceiros mediante processos fraudulentos.

sexta-feira, 17 de março de 2017

TelexFREE Justiça condena a pagar R$ 64,7 mil a duas vítimas de Cuiabá

Empresa nega atuação por esquema de pirâmide, considerado ilegal. (Foto: Reprodução / TVCA)Além do ressarcimento, a empresa deve arcar com os custos do processo.
Serviço chegou ao Brasil em 2012 e atraiu 1 milhão de pessoas no mundo.

A Justiça de Mato Grosso condenou a empresa Ympactus Comercial Ltda, do grupo Telexfree, a ressarcir R$ 64,7 mil para duas vítimas de Cuiabá que tiveram prejuízos ao investir dinheiro para futuras bonificações. A decisão é do juiz Gilberto Lopes Bussiki, da 9ª Vara Cível de Cuiabá e foi publicada no dia 2 de fevereiro. Além do ressarcimento, a empresa deve arcar com os custos processuais. Os processos tramitam na Justiça desde 2013. O G1 não conseguiu localizar a defesa da empresa.

De acordo com a decisão, uma das vítimas deve receber indenização de R$ 58,9 mil. Ela teria contratado a empresa para a publicação diária de 20 kits de anúncios pelo valor de R$ 58 mil.

Já a outra vítima deve receber R$ 5,8 mil em indenização, por contratar 11 pacotes pelo valor de R$ 11,6 mil. No entanto, não realizou todos os pagamentos dos serviços contratados.


As partes ‘lesadas’ alegam no processo que não receberam os lucros prometidos nem conseguiram reaver os valores investidos, como o contrato previa. No processo, a Telexfree alega que não conseguiu ressarcir os dois clientes porque teve os bens bloqueados pela Justiça.
Na sentença, o juiz afirma que fica claro o prejuízo das vítimas, de maneira que seria incabível que suportasse os danos decorrentes pelo ato ilícito ocasionado por possíveis desleais perpetradas pela empresa”.
Além das indenizações, a empresa terá que arcar com as custas do processo na Justiça.
A Telexfree, que tinha em sede em Vitória, é acusada de operar uma pirâmide financeira e de promover crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A empresa é investigada desde 2013. A empresa é acusada de crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

MPF-ES denuncia 'banco clandestino' em esquema da Telexfree

Esquema da Telexfree emitia moeda financeira (Foto: Arte/ A Gazeta)Segundo denúncia, moeda digital era transformada em dinheiro de verdade.
Vinte e duas pessoas foram denunciadas por participação no esquema.

O milagre econômico prometido pela Telexfree era perfeito aos olhos dos investidores: lucros altos e fáceis em pouco tempo. Mas a fama logo despertou suspeitas de que a empresa teria criado mais um golpe da pirâmide, com algumas inovações. O que ninguém imaginava é que os crimes seriam ainda mais complexos e envolveriam uma trama capaz de mexer com o câmbio, arrecadar milhões em transações bancárias ilícitas, realizar empréstimos fraudulentos e transformar uma moeda eletrônica em dinheiro de verdade, segundo as autoridades.

Três anos após o início das investigações pela Polícia Federal no Espírito Santo, 22 pessoas foram, na quinta-feira (2), denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF/ES) à Justiça por participar de um esquema que recrutava investidores e usava o sistema piramidal para criar uma espécie de instituição financeira clandestina, que funcionava à margem das regras do Banco Central.

Entre os acusados estão os chefes da empresa Carlos Costa, Carlos Wanzeler, e a filha dele, Lyvia Wanzeler. Os três são alvos de duas outras denúncias, também entregues na última semana, por sonegação, venda de ativos financeiros e oferta pública de cotas de hotel sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Na lista dos denunciados por participação no “banco Telexfree” estão ainda conhecidos “líderes da rede”, como os gêmeos Flávio e Fábio Arraz, Rhalff Coutinho, Renato Alves, Sanderley Rodrigues e Inocêncio Pereira Reis Neto, o Pelé Reis, e duas filhas dele.
A mulher de Carlos Costa, uma filha dele que mora nos Estados Unidos, e a mãe dela também foram apontadas como coautoras do esquema, assim como duas irmãs de Carlos Wanzeler.
A delegada Aline Cuzzuol, responsável pela investigação, explica que a Telexfree criou um “mercado do dinheiro” que captou US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões), mas movimentou quase US$ 5 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões) e arrecadou, só com tarifas bancárias, US$ 110 milhões entre 2012 e 2014, período em que a empresa manteve suas atividades a pleno vapor. A quantia, pela cotação do dólar naqueles anos, equivale a R$ 220 milhões - R$ 70 milhões a mais que a receita do Banestes com o mesmo tipo de taxas num espaço de tempo semelhante.

A procuradora da República Nadja Machado Botelho explica que foram realizados 11 milhões de cadastros de divulgadores, nome que a Telexfree dava a seus associados.
“Era uma pirâmide mundial que usava a fachada do marketing multinível para atuar como instituição financeira clandestina. O mais interessante é que nem os donos da Telexfree usavam o VoIP que diziam vender. Conversavam pelo Skype ou pelo Whatsapp”, disse.

Esquema da Telexfree emitia moeda financeira (Foto: Arte/ A Gazeta)

Para gerenciar o negócio, a Telexfree tinha um programa chamado Back Office. O sistema era usado para cadastrar divulgadores e mantê-los informados sobre os “créditos” em dólar que arrecadavam com as atividades na empresa.
A Telexfree tinha no programa um mecanismo para criar “créditos manuais” para pagar bônus de divulgadores que não foram contabilizados por erro. No entanto, a partir de junho de 2013, quando as atividades da empresa foram suspensas no Brasil pela Justiça do Acre, os administradores do grupo começaram a usar essa brecha para emitir moeda eletrônica, ou seja, criar bônus em nome de líderes da empresa e dos donos.
A ideia era usar esse recurso para continuar com a inscrição de divulgadores em território brasileiro ou em outros países, no que eles chamavam de rede internacional, burlando a decisão judicial.

Centenas de milhões em moeda eletrônica foram emitidas e transferidas a “líderes”. O dinheiro digital era criado artificialmente sem ligação com as atividades de recrutamento ou publicação de anúncios. Esse crédito, cotado em dólar, não existia fisicamente, ou seja, não havia valor equivalente a ele depositado em contas bancárias da empresa.

Os líderes compartilhavam os créditos com outros divulgadores que tinham a missão de usá-los para cadastrar integrantes na rede sem o envolvimento direto da Telexfree, que estava proibida de fazer boletos bancários.

Os novos associados pagavam pela inscrição em dinheiro vivo ou em depósito bancário para o líder, que devolvia o recurso para os donos da Telexfree, depositando os em contas de empresas de fachada ou de laranjas. Assim, a moeda digital era transformada em dinheiro de verdade.

“A geração de moeda ocorria desde o início da Telexfree, mas se intensificou depois do bloqueio no Acre. O crédito em dólar era transformado em real, quatro centavos acima do valor da cotação, garantindo lucro com o câmbio”, explica a procuradora Nadja Botelho.

Os créditos, aliás, nem sempre eram usados para colocar novas pessoas no negócio. Também eram transferidos do Brasil para os Estados Unidos ou para outro país. O receptor tinha a opção de solicitar no Back Office o resgate do saldo dessa moeda eletrônica.
Pessoas ligadas aos donos da Telexfree compraram imóveis e vários bens a partir dessas transações. As operações clandestinas ocorreram até abril de 2014 quando a empresa entrou em recuperação judicial nos EUA.

O outro lado
O advogado Rafael Lima, que representa as família do Carlos Costa, do Carlos Wanzeler, do Pelé Reis, Leonardo Casulo e Renato Alves diz que ainda não teve acesso à denúncia e não vai se pronunciar ainda sobre o caso. O advogado Carlos Sérgio de Souza, defesa de Sanderley Rodrigues, disse que só vai se falar sobre as acusações no processo.

Flávio Arraz foi procurado, mas não atendeu às chamadas. O irmão dele, Fábio Arraz, disse que tem 20 anos de experiência em marketing multinível.
“A primeira empresa em que trabalhei se chama Amway. Essa empresa eu comecei com 18 anos, ela fica nos EUA e funciona até hoje. Essa companhia fatura 13 bilhões por ano e eu aprendi a fazer marketing a partir dessa primeira experiência. Quando tive experiência com a Telexfree, no ano de 2013, eu li várias páginas do contrato antes de fazer negócio com a companhia. Não existe pirâmide financeira, é uma empresa de marketing multinível. O que eles alegam não é verdade; e por conhecer marketing multinível e por ler o contrato, decidi fazer parte do negócio”, DISSE.
Segundo ele, cláusulas no contrato da Telexfree mostram que o negócio não é uma pirâmide financeira.
“Fiz o marketing da companhia de forma profissional, e desconheço mesmo que o MPF tente alegar que há pirâmide financeira. Eu alego, por conhecer o negócio, que não é pirâmide, nos moldes que a empresa opera, a forma como trabalhou. Todo o contrato é muito claro, existiam cláusulas que demonstram claramente que não é pirâmide. Eu sou uma vítima do sistema, não sou culpado. Estou à disposição da Justiça e vou provar minha inocência através de provas contundentes”, acrescentou.

Entre os denunciados está Sandra Teixeira, que admite ter recebido os créditos, mas diz desconhecer as fraudes. “Eu apenas participava da rede e vendia crédito de login. Vou provar minha inocência”. O advogado dela, Frederico Pimentel, disse que ela era apenas testemunha do caso e que está surpreso com a acusação.
Os outros acusados foram procurados pela reportagem de A Gazeta, mas não atenderam as ligações.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Chip Livre como se cadastrar ativar criar pedido, e gerar boleto.


Participe da ChipLivreChip Livre como se cadastrar  ativar criar pedido, e gerar boleto.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

CHIP LIVRE - INTERNET MÓVEL

Resultado de imagem para ChipLivre❎ ❎ CHIP LIVRE  - INTERNET MÓVEL
🚻 IDEAL  PARA  PROFISSIONAL LIBERAL  E  REVENDEDORES ...

♻ Plano da ChipLivre para clientes

📲  Temos um plano de internet móvel  ideal  para você navegar a vontade, seja no computador, tablet ou celular.

📺 Propaganda  na TV  da ChipLivre em Recife -PE https://www.youtube.com/watch?v=RN4Sx4WATVE
CADASTRE-SE JA:http://www.chiplivre.com/cadastro/dricontabil

❎ PLANO DE DADOS DA CHIP LIVRE:

❎ 10 GB  na velocidade 4G
❎ 100 GB  na velocidade 3G. Total de 110 GB de Internet
❎ Sem burocracia. ( sem consulta SPC e SERASA )
❎ Operadora Oi.  Onde há cobertura do 4G/3G
❎ Suporte pela Chip Livre e pelo Revendedor
❎ Adesão ao Chip livre R$ 99,90  ( Envio grátis para todo Brasil )
❎ Mensalidade  apenas R$ 99,90. (  OBS: O vídeo no qual refere - se  o  valor de 49 reias era promocional do mês de dezembro, a partir de janeiro é 99 reias).

❎ Se você for cliente e indicar 5 amigos você consegue a mensalidade GRATIS durante 12 meses, e ainda pode ganhar um bom dinheiro.
❎ Você pode indicar  quantas pessoas desejar para ser Cliente da chip livre                    
❎ se cada pessoa indicada diretamente por você pagar suas mensalidades, você  ganha 20,00 reias (💰) mensalmente de cada indicado direto seu, e ganha também  5,00 reias mensal de cada indicados indiretos seus. Podendo ter uma boa  renda extra ...para pagar sua Faculdade , a mensalidade do seu carro e entre outros gastos.

 💰💰Ou ainda Vire um Revendedor e ganhe muito mais veja

1 -💰 Ganhe R$ 100,00 por cada venda de chip do seu pacote de revenda
2 -💰 Ganhe R$ 20,00 da mensalidade de cada chip vendido da sua revenda.
3 -💰 Ganhe R$ 100,00 por cada indicação de um novo revendedor.
4 -💰 Ganhe R$ 25,00 de cada revendedor indicado por seus afiliados até 5 nível.



⚙ Fazer cadastro na CHIPLIVRE: http://www.chiplivre.vcom/cadastro/dricontabil



📺 Vídeo de apresentação da Chiplivre
🖥  https://www.youtube.com/watch?v=a3OU1UMoBs8&t=1236s
🖥  https://www.youtube.com/watch?v=a1j3UFvBc_w  (crédito do vídeo:Daniel Neves)



Como se tornar um cliente ou  Cliente  divulgador

⚙  1 - Você precisa efetuar seu cadastro através de um outro cliente ou através de um revendedor. No caso se cadastre em um de nosso links  acima.

⚙  2 - Após efetuar seu cadastro, basta comprar seu Chip acessando MENU > COMPRAR 1 CHIP. Valor de ativação R$ 99,90 + Frete, valor mensalidade R$ 99,90. Frete gratuito durante todo mês de janeiro 2017.

 ⚙  3 - Pronto! Após efetuar o pagamento do boleto da adesão, e esperar o boleto ser compensado, para ser ativo no site da chip livre. Pronto  já pode começar a convidar o link  de cadastro ao seus amigos. O chip será entregue dentro do prazo estipulado no seu pedido, você poderá cancelar  o chip  sem custos em até 7 dias após receber o chip caso a internet não atenda  suas necessidades de uso.

Cadastre- se já, não perca tempo: http://www.chiplivre.com/cadastro/dricontabil

Chiplivre - Promoções Janeiro 2017

Publicado em 31 de dez de 2016
Novidades para Clientes e Revendedores Chiplivre em 2017. Ainda não conhece a chiplivre? Encontre o revendedor mais próximo de você e tire suas dúvidas, www.chiplivre.com

Link cadastro: www.chiplivre.com/cadastro/dricontabil

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MPF denuncia dono da Telexfree por fraudar Imposto de Renda

Carlos Roberto Costa, presidente da Telexfree (Foto: Edson Chagas/ Arquivo Gazeta)Empresário deixou de declarar mais de R$ 4 milhões à Receita, diz órgão.
A denúncia chegou à Justiça Federal no dia 5 de dezembro.

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) denunciou por crime contra a ordem tributária o empresário Carlos Roberto Costa, sócio-presidente da empresa Ympactus Comercial, que usa o nome fantasia Telexfree no Brasil. Segundo o MPF, ele deixou de declarar R$ 4.419.513,44 em 2012, dinheiro recebido na função de divulgador da empresa.

Em 2013, a empresa Telexfree foi condenada pela Justiça do Acre por promover pirâmide financeira.

A denúncia foi feita no dia 4 de outubro de 2016 e foi recebida pelo juiz federal Marcus Vinicius Figueiredo de Oliveira Costa no dia 5 de dezembro. O advogado Horst Fuchs disse que Carlos Costa ainda não foi intimado, portanto não vai se manifestar.

De acordo com o MPF/ES, o empresário omitiu seus rendimentos com o objetivo de reduzir o Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF). Além disso, segundo o órgão, Costa fraudou a fiscalização e prestou declarações falsas à Receita Federal.
O Ministério Público pede a condenação por crime contra a ordem tributária, espeficiamente por omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias, e fraudar a fiscalização tributária.
Caso seja condenado, o empresário pode cumprir pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. Como o MPF/ES concluiu que o valor sonegado e a origem ilícita das receitas omitidas causaram grave dano à coletividade, essa pena pode ser agravada de um terço até a metade.

Empresário é suspeito de omitir mais de R$ 4 milhões à Receita Federal (Foto: Reprodução / MPF)

Empresário é suspeito de omitir mais de R$ 4 milhões à Receita Federal (Foto: Reprodução / MPF)
Fiscalização
A fiscalização teve início a partir de indícios de irregularidades encontrados durante uma vistoria realizada na Ympactus Comercial. Segundo o MPF/ES, independentemente das atividades da Telexfree, foram identificados depósitos sem origem comprovada nas contas bancárias de Carlos Roberto Costa, incompatíveis com os declarados à Receita Federal.

O Ministério Público relatou que o denunciado encontrou maneiras para não receber a notificação oficial da Receita para prestar esclarecimentos. Como Carlos Costa não apresentou os extratos bancários das contas na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, os documentos foram requisitados aos bancos.

Após análise dos documentos, foi constatado que os valores dos extratos eram superiores aos que foram informados na DIRPF. Houve cinco tentativas de entrega de intimação ao denunciado para que ele prestasse esclarecimentos, sem sucesso.


A partir da análise da contabilidade a Ympactus, o MPF constatou que Carlos Costa recebeu, ao menos, R$ R$ 5.974.781,99 na condição de divulgador, ou seja, rendimentos tributáveis. A quantia declarada à Receita foi de R$ 1.555.268,55. Nesse sentido, o denunciado omitiu R$ 4.419.513,44.

Retificação na declaração
O empresário retificou a DIRPF, declarando que havia recebido R$ 9.983.999,99 como “lucro antecipado”.  No entanto,  na contabilidade da Ympactus Comercial, não havia nenhum registro desse tipo de lucro. Também não existe, segundo o MPF, correlação entre os créditos bancários e as supostas antecipações de lucros.

O Ministério Público considerou que o empresário Carlos Roberto Costa tentou embaraçar a fiscalização e que, após ser notificado sobre o início da fiscalização na empresa Ympactus, em 2013, retificou a sua DIRPF, com o objetivo de justificar o montante não declarado sem origem comprovada.

Durante a fiscalização, a empresa foi intimada para esclarecer os valores pagos aos sócios em 2012, mas respondeu apenas que os valores estavam registrados na contabilidade. Depois, questionada sobre as divergências entre os valores declarados à Receita Federal e os valores contabilizados pela sociedade, a empresa informou que se tratava de um erro de contabilidade, sem prestar esclarecimentos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Bloqueio de valores da Telexfree impede Acre de acessar depósitos judiciais

Resultado de imagem para CONJURO governo do Acre não poderá acessar os depósitos judiciais administrados pelo Tribunal de Justiça acriano por causa de uma decisão que bloqueou os valores pertencentes à Telexfree. A empresa já foi condenada anteriormente porque sua atividade foi considerada pirâmide financeira, o que é proibido.

Segundo os advogados da Telexfree, Wilson Furtado Roberto e Dany Fabrício Cabral Gomes, quase 90% dos depósitos judiciais no Acre pertencem à empresa. A decisão, proferida nessa segunda-feira (26/9) pelo juiz Vitor Berger Coelho, da 1ª Vara Federal Criminal do Espírito Santo, foi motivada por embargos de declaração da companhia, que foram negados.

Além de proibir o acesso do Executivo acriano aos depósitos judiciais, o julgador intimou o governador do Acre Tião Viana e a presidente do Tribunal de Justiça estadual, Cezarinete Angelim. Em caso de descumprimento, Coelho determinou multa diária de R$ 10 mil para Viana e R$ 500 mil para o banco que administra a conta. A correção já foi pedida pelos advogados da Telexfree.

A decisão vem dias depois de a Assembleia Legislativa do estado aprovar a Lei 3.166/2016, que permite o uso de até 70% dos depósitos judiciais alocados na conta do TJ do Acre. Também reafirma a determinação judicial anterior que bloqueou os valores da Telexfree.

Segundo Coelho, é justamente por haver essa decisão anterior que a lei acriana não garante o acesso aos valores. “O art. 840, I, do Código de Processo Civil, aplicável no âmbito criminal por analogia (art. 3º do CPP), estabelece que o dinheiro apreendido judicialmente deverá permanecer depositado em instituição financeira, não podendo, por conseguinte, ser transferido para terceiros, a título de empréstimo, como pretende o Estado do Acre com a aprovação da Lei Estadual 3.166/2016”, complementou Coelho, para quem a norma é inconstitucional.

O juiz federal argumentou que inconstitucionalidade existe porque a norma invadiu competência da União, que é a única responsável por legislar sobre Direito Civil e Direito Processual. “Inclusive, o Código Civil (arts. 627 a 652) e o Código de Processo Civil (art. 840) contêm regras aplicáveis aos depósitos judiciais.”

O entendimento concorda com o pedido dos advogados da Telexfree. Para Roberto e Gomes, o estado quer usar o dinheiro bloqueado na ação da empresa antes do trânsito julgado para pagar suas dívidas. “O dinheiro está sendo administrado pelo estado, mas não é do estado”, complementou Dany Gomes.

Por fim, Coelho ainda destacou que a norma estadual é diferente da Lei Complementar 151/2015, promulgada pelo governo federal e que garante o uso de depósitos judiciais pelo estado apenas a valores pertencentes a causas em que o poder público é parte. “Considerando que o Estado do Acre não figura como parte nos processos judiciais que determinaram a constrição dos valores depositados na referida conta bancária, não pode, com supedâneo na LC nº 151/2015, utilizá-los para pagamento de dívida pública.”

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

TelexFREE - Donos inocentados! Cadê você Carlos Costa

Saiu até no Jornal da Cidade de Vitória sobre o caso da TelexFREE inocentando os diretores, Todos nós gostaríamos que o Dr. Carlos Costa se pronuncia-se para todos nós divulgadores onde ele sempre falou que era sempre a favor a nós divulgadores lutando por cada um de nós. Aparece Carlos Costa, e fala a real situação pois estamos a espera da devolução dos valores há mais de 3 anos. por favor faça um plantão pois vocês foram inocentados . é que a gente espera de você



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Telexfree donos são inocentados em processo no ES

Telexfree em Vitória (Foto: Bernardo Coutinho/A Gazeta)Sócios da empresa eram acusados de ofertar serviço clandestino.
Juiz da 2ª Vara Federal Criminal de Vitória absolveu sócios desse crime.

O juiz Américo Bedê Freire Júnior, da 2ª Vara Federal Criminal de Vitória, absolveu os sócios da   Telexfree, Carlos Costa e Carlos Wanzeler, do crime de desenvolver atividades clandestinas de telecomunicação na venda do serviço VoIP.
A empresa, condenada pela Justiça do Acre por promover pirâmide financeira, oferecia um aplicativo por meio do qual seria possível fazer ligações até para telefones fixos e celulares.

O magistrado avaliou que a acusação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) desconsiderou uma questão relevante: como e onde se dava a transposição do tráfego da internet para a rede de telefonia fixa ou móvel. Telexfree  é o nome fantasia da corporação, registrada como Ympactus Comercial.
A defesa dos empresários alegou que toda chamada é realizada nos Estados Unidos. Por isso, não haveria necessidade de licenças em território nacional.
“(O MPF) não logrou êxito em demonstrar que a interconexão entre os meios de propagação – passagem da comunicação do tráfego da internet para a rede de telefonia –, no caso dos autos, ocorria dentro do território nacional, notadamente porque não conferiu qualquer relevância a tal circunstância para a configuração do arquétipo penal”, disse o juiz na decisão, do dia 22 de novembro.
A Anatel constatou que a Telexfree  prestava o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), porque as chamadas se originavam num computador e entravam na rede de telefonia pública fixa ou móvel. Somente prestadoras autorizadas podem realizar o SCM.
Também constatou a prestação, sem a devida autorização, do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), recurso que simultaneamente originava e terminava ligações na rede pública de telefonia.
A defesa sustentava que a empresa não prestava nenhum dos dois serviços. Informou que toda a estrutura para originar as chamadas estava no exterior, de modo que as chamadas passavam da internet para a rede de telefonia por meio dos servidores da Telexfree  INC, empresa detentora de licenças pertinentes e com sede em Massachusetts, nos EUA.
“Não cabe à Anatel – nem, aliás, a este juízo – averiguar se a empresa norte-americana era ou não dotada de autorização, sendo certo que eventual violação ou inobservância do regramento estrangeiro não se inclui no espectro de alcance da norma penal brasileira”, frisou o juiz.
Segundo o advogado dos empresários, Rafael Lima, o juiz conseguiu diferenciar o que seria atividade da Ympactus e da Telexfree  INC. “O serviço sempre foi prestado pela Telexfree  INC, nos Estados Unidos. Nunca houve envolvimento da Ympactus. As duas são pessoas jurídicas diferentes.”
Carlos Costa e Carlos Wanzeler são alvos de outras investigações por crime contra o Sistema Financeiro.